sábado, 13 de fevereiro de 2016


"Acho que isto são tudo medos normais de quem se torna humano.
Não queremos é
 humanizar-nos à pressa.
Nem fazê-lo para quem fazemos, que de facto não escolhemos.
Se pudessemos escolher não nos faltava o ar; mas neste jogo de disfarces, anjos e demónios não nos querem a respirar."

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Perdão

Éramos, como todos diziam, diferentes. Passavam as horas e o tempo não passava por nós - talvez por sermos assim: diferentes um do outro.
As conversas fluiam como cascatas à espera de se estilhaçarem nas rochas. Intemporais e intransmissíveis. Na transmissão de um olhar, estirpes de segredos e de alguma maledicência polvilhavam o ar.
Momentos agradáveis como sorvete de morango.
Mas na vida - e é algo que todos aprendemos - as coisas não são perfeitas, nem estáticas enquanto boas: mas nem sempre más.
Naquele dia, infelizmente, foram.
Tenho de ligar com a culpa como se se tratasse de uma capa que para assentar se equivale a luva. Tem um brilho turvo a cartiçal. Sobra-me saber e lidar com o desrespeito com que tratei a tua essência.
Peço-te que me perdoes por ter contado uma piada, esquecendo, com toda a leviandade, que, sendo tu um nó à marinheiro, poderias desaparecer sob a pena de te teres desatado a rir.